
Em quase todas as empresas de web que já trabalhei houve um mesmo momento, já participei da discussão sobre uma mesma página central: cadastro. Se cadastrar é tratado como um mal necessário, uma retribuição que o usuário faz ao site “fizemos o site todo, o mínimo que ele pode fazer é nos dar o seu email”.
Espero que essa seja mais uma mentalidade que mude logo. Hoje há dois caminhos básicos para um site login-free: você cria ele como um anexo de uma rede social já existente, (api do twitter, facebook apps ou opensocial) ou você usa um cadastro universal decentralizado (openID) onde o usuário se identifica com uma url.
Nenhuma dessas tecnologias ainda é perfeita, e talvez no futuro surjam mistos interessantes, mas elas são absolutamente necessárias. Por que?
1- Os usuários querem. Já passamos do ponto de saturação de redes sociais. Pedir que eu convide meus amigos para o seu site é me convidar a passar longe.
2- Honestidade. Para muitos sites confiáveis, ter um email checado e informações extras tem um enorme “valor em mailing”. Seremos sinceros: mailing é uma forma disfarçada de spam. Revender essa base é retirar o disfarce.
4- Acabar com os muros entre os sites. Se você pode participar de um site se referenciando como outro os sites tomam vida própria. Torna-se possível ver –literalmente– o que um site ou companhia diz ou faz no outro criando uma conversa real entre eles.
5- Dados atualizados, sempre. Ter uma informação sobre mim sentada em um único canto controlado por mim garante que ela vai estar atualizada e completa.
6- Reputação. É muito mais fácil identificar a reputação de um usuário que já tem um histórico em outras redes do que quando tudo que temos é um username.
Acho que a principal e maior razão é simples: reduzir a quantidade insana e repetitiva de cadastros.
Depois, eu diria, vem simplesmente um crossover de cadastros e informações, que é a base, por exemplo, do OpenSocial. Mas aí já entra a particularidade de cada app, se tem personas, se precisa de uma ou outra informação extra, se divide tudo ou só um pedaço.
Pelo lado profissional e de desenvolvimento, acho que os itens 4 e 5 são os mais importante. O item 6 é questionável, pois apesar do objetivo ser louvável, acho que nem todo mundo quer seu histórico gravado em tudo (Danah Boyd defende que não).
Agora, eu estou curioso mesmo é com o item 3. Acho ele um tanto indiscutível, uma vez que é invisível.
abs, Vande!
Comentário de Nando — Fevereiro 22, 2008 @ 12:27 pm