Passo 1: Observar como, com o advento da civilização o homem foi criando cada vez mais formas de se autodestruir. Durante os primeiros milhares de anos essas chances eram negligenciáveis (chance de acidentalmente destruir todos os humanos com machadadas) essa possibilidade tornou-se palpável a ponto de ser ponto de debate constante em reuniões de cúpula política, processos judiciais ou aulas de ciência do primário.
Medidas preventivas foram bem sucedidas nos últimos cem anos, mas existe um risco crescente que elas falhem em algum ponto nos próximos 5 mil anos
Partindo do pressuposto que uma das milhares de opção de apocalipse se realize dentro de dois ou três mil anos, é importante ressaltar que esse tempo, apesar de longo para uma vida é relativamente irrelevante em termos evolutivos ou mesmo cosmogênicos.
Percebendo que o tempo, na escala cósmica entre o surgimento da vida e seu auto aniquilamente é quase um estlo imediato, notemos que é um tempo muito curto para que possamos mudar de galáxia ou criar um novo planeta.
Conclusão:
A vida nesse exemplo é como faíscas que surgem espontaneamente em um matagal onde cada plantinha está separada por dois mil kilômetros de deserto.
Do ponto de vista cósmico, Vida é uma anomalidade planetária autodestrutiva de curtíssima duração.
Meu projeto Original para esse blog era de escrever semanalnte 200 palavras. aparentemente eu nao gosto tanto de escrever assim.
Mas o blog não morreu nem morrerá. Tenho o que dizer e sempre que quiser dizer o farei por aqui. Decidi tomar a pílula do RSS que alivia o autor da necessidade de constância. O dia que eu colocar algo novo, deixe-mem que eu mesmo aviso.
Da categoria:
Uncategorized
publicado Fevereiro 10, 2008
Em quase todas as empresas de web que já trabalhei houve um mesmo momento, já participei da discussão sobre uma mesma página central: cadastro. Se cadastrar é tratado como um mal necessário, uma retribuição que o usuário faz ao site “fizemos o site todo, o mínimo que ele pode fazer é nos dar o seu email”.
Espero que essa seja mais uma mentalidade que mude logo. Hoje há dois caminhos básicos para um site login-free: você cria ele como um anexo de uma rede social já existente, (api do twitter, facebook apps ou opensocial) ou você usa um cadastro universal decentralizado (openID) onde o usuário se identifica com uma url.
Nenhuma dessas tecnologias ainda é perfeita, e talvez no futuro surjam mistos interessantes, mas elas são absolutamente necessárias. Por que?
1- Os usuários querem. Já passamos do ponto de saturação de redes sociais. Pedir que eu convide meus amigos para o seu site é me convidar a passar longe.
2- Honestidade. Para muitos sites confiáveis, ter um email checado e informações extras tem um enorme “valor em mailing”. Seremos sinceros: mailing é uma forma disfarçada de spam. Revender essa base é retirar o disfarce.
4- Acabar com os muros entre os sites. Se você pode participar de um site se referenciando como outro os sites tomam vida própria. Torna-se possível ver –literalmente– o que um site ou companhia diz ou faz no outro criando uma conversa real entre eles.
5- Dados atualizados, sempre. Ter uma informação sobre mim sentada em um único canto controlado por mim garante que ela vai estar atualizada e completa.
6- Reputação. É muito mais fácil identificar a reputação de um usuário que já tem um histórico em outras redes do que quando tudo que temos é um username.
web 4.0 vai ser quando toda a informação estiver bem organizada, todos os metadados estiverem completos, todas as redes sociais estiverem saturadas, todos os artigos sobre o assunto forem escritos, a internet se desintegrar em oxigênio, o browser se tornar desnecessário, e pudermos, finalmente, seguir em frente com as nossas vidas nos preocupando com outras coisas mais relevantes.
Eu desejo um 2008 com menos hype e buzzwords e mais conteúdo para todos vocês.
A lixeirinha que voce joga coisas fora, assim como as pastas as janelas e icones da área de trabalho, já fizeram 20 anos de vida O mouse com que você mexe tudo isso já passou de muito disso. 2007 foi definitivamente o ano que produtos com interfaces totalmente diferentes chegaram ao mercado mainstream mostrando que outra interação é possível e que ela vai além do nosso computador pessoal.
Wii e seus vários sensores. O wii tem tantos sensores que fazem você esquecer que ele tem quaisquer sensores. Jogar com ele é usar a imaginação e brincar sacudindo sua espada invisível, apontando um arco e flecha não existente. Que em 2008 interfaces levem mais em consideração o objeto como um todo e sua posição no mundo real e não só os botões que você aperta.
Google Android. A plataforma open source para celulares do google parece já ser campeão antes mesmo de existir. O iPhone só se tornou realmente útil depois que fo hackeado com novos aplicativos. Quem em 2008 plataformas sejam abertas.
XO e o sugar. Claro que não podia deixar esse menino de lado. Apesar de usar a mesma interação básica: teclado e mouse, o Sugar se destaca imensamente por ter toda uma nova metáfora da computação emprestada da web, onde tudo gira em torno de colaboração. Que 2008 possamos aceitar e aprender novas metáforas para nossos sites e softwares.
Da categoria:
Uncategorized
publicado Dezembro 8, 2007
Aplicativos gigantes sempre vão ter o seu lugar, mas assim como na internet, as vezes programas com um uso específico feitos por um time de 3 ou 4 desenvolvedores as vezes conseguem ser mais práticos, eficientes, menos bugs e serem muito mais agradáveis de usar. E como muitas vezes eles trabalham juntos, a soma das partes faz a experiência de usar um colosso como o Dreamweaver tão agradável quanto usar o software de imposto de renda eletrônico.
4-Para acessar e mesmo editar arquivos direto do ftp: Cyberduck.
5-Configure o CSSEdit como editor externo de CSS no Cyberduck. Este é um dos programas mais bem feitos que já vi.
6-Usando o quicksilver chame o Xscope. Um programinha hiper simples com uma série de ferramentas como réguas, lupas e guias para voce colocar por cima de qualquer janela.
7-Use Backdrop, o 2o programa mais simples do mundo: uma tela preta pra tapar as outras janelas.
8-Se você tiver uma tela grande (ou dois monitores) pode colocar o preview e o css edit lado a lado e ir copiando usando essas réguas o layout literalmente pixel por pixel. O css edit ainda usa o colorpicker do OS X que permite que você puxe para seus elementos exatamente a cor que estiver em qualquer janela.
9-Para editar os htmls eu uso o Smultron que é opensource e faz o básico de um notepad. Graças a comunidade já fizeram até mesmo um set de ícones melhor para ele.
Design é comunicar. Principalmente, claramente, comunicar. Um produto pode ser bem feito, bem pensado, bem realizado, baseado em necessidades reais e mesmo assim falhar em uma última etapa pela falha total de comunicar com o usuário para que diabos serve esse produto. Veja por exemplo esse anúncio que estava nos ônibus de metrô do rio na época do pan. (reprodução baseada em minha memória pois na época não tinha blog nem andava com uma camera)
Bonita. Cores vivas, e uma Vag rounded bonita. Mas o que é? Uma compania nova de celulares para concorrer com o mesmo público da oi? Um novo serviço de telefonia fixa? Um voip phone? No fundo eles perderam a maior da platéia nesse ponto que tem coisas mais importantes para fazer no metrô como ficar ouvindo a nona de bethoven em loop nos alto falantes.
Sabe qual é o agravante? Que a porcaria do produto, funcional, real, táctil estava a 10 metros de distância de todos! O produto em questão é um telefone móvel para ônibus que você utiliza com um cartão telefônico comum. Eu sei disso por que tive um amigo que trabalhou no produto, por que sou curioso o bastante para ficar mexendo nos aparelhos misteriosos que aparecem no ônibus e por que procuro respostas no google quando chego em casa. Quantos outros passageiros são assim?
Mesmo na comunicação de “instruções” (colada no aparelho pequenino) não comunica o essencial: quanto custa?
A propaganda sumiu dos metrôs desde então, junto com o aparelho. Espero que eles não tenham levado em conta a utilização do telefone nesse teste piloto (zero, suponho) para pautar o futuro do produto – que, torço eu, seja um sucesso.
Em seguir a minha sutil sugestão para a comunicação (desculpem a falta de vag rounded).
Uma das tecnologias mais interessantes e menos faladas que tenho visto é Papervision, uma biblioteca open source que dá capacidade tridimensionais a qualquer objeto flash em um site, sem a necessidade do usuário instalar qualquer outro plugin.
A comunidade em torno do Papervision é tão ativa que quase não recomendo a ninguém assinar a mailing. No fundo a promessa, interatividade 3d, leve e acessível em todos os browsers, atrai o olho de muita gente.A tecnologia não é fácil de instalar ou aprender, pra começar você tem de instalar um SVN, depois alterar class path nos settings do ActionScript 3.0 e todo os códigos devem ser postos em um arquivo .as externo. Além disso toda a programação e animação no Papervision é feita por código? Pense em 3dMax, Maya ou blender com a interface do Notepad. Nem parece aquele programinha simples pra fazer animações que eu conheci.
Mas talvez isso mude, imagine que por exemplo a Adobe decide integrar isso na próxima interface do Flash.
Quando isso acontecer prevejo uma internet moderna como em 1998: uma febre onde a web será reinfestada de caquinhas de sites comerciais totalmente inacessíveis, animações desnecessárias e navegações incompreensíveis. Sem contar que, simulando 3d através de triângulos e sem acesso a aceleradpres do próprio sistema operacional, a qualidade gráfica está mais para o XWings do que para um videogame mais moderno.
Mas eu tenho esperança: o Youtube pôde surgir por que soube usar o flash para algo que ele faz muito bem, um pequeno objeto que sabe brincar com o resto da internet. Imagine uma amazon com objetos rotacionáveis, um flickr com fotos panorâmica 360, uma wikipedia com objetos manuseáveis. Na internet é importante cada vez mais pensar pequeno.
• Um uso desnecessário: Sony bravia. Você adora os comerciais mas já chegou no site alguma vez? Eis por que não.
Trabalho com tecnologia. Sou um garoto que “trabalha com computadores” e “monta websites”.Quando no Brasil tantos blogueiros querem ser pagos a peso de big media, as vezes é importante dar um passo atrás e pensarmos no que somos. E se nos compararmos com médicos ou grandes advogados, qual é mesmo a importância de nossa profissão?
Acredito que a solução de boa parte de nossos maiores problemas passa necessariamente por educação, informação, comunicação e colaboração. Em permitir que qualquer um registre o presente, lembre do passado e lance sua mensagem.Acredito que a tecnologia é capaz de dar alguma dessas ferramentas ao todos.Por isso quando em 2005 o cérebro por trás do MIT Media Lab, Nicholas Negroponte, anunciou que iria se dedicar a criar um laptop por um décimo do preço dos atuais e esse seria voltado para as crianças do mundo, eu me tornei um grande defensor. Ultimamente me envolvi como colunista para o OLPC News a maior referência de notícias sobre o projeto e ainda mais recentemente me envolvi em um projeto mais interessante ainda.Equipar uma sala de aula.
Hoje, na OLPC News iniciamos uma arrecadação de fundos para encontrarmos 200 boas almas que contribuam para a compra de 100 computadores para as salas de aula do 3o mundo. Ao mesmo tempo, estamos procurando escolas que queiram ser a receptora do projeto.Então se você tem amigos em qualquer lugar do mundo que queiram ser um desses patronos, por favor passe essa mensagem adiante.Se você tem um conhecido que trabalhe em uma escola com cabeça pra frente mas precisando de equipamentos, no Brasil ou lá fora, que poderia se tornar uma recipiente desses computadores, também mande essa mensagem adiante. Diga-os para entrar em contato comigo.
Acredito que a internet importa mais que meu blog, que o teu blog ou mesmo a soma dos dois. Ela importa como idéia. E idéias, são a única coisa que mudam.
Então decidi começar um blog. Mas será que esse mundo precisa de mais um blog? Precisa. Precisa de mais seis bilhões de blogs. Cada pessoa no mundo tem uma história pra contar que vale um filme. Mas isso não é um apelo social dizendo a quantidade de pessoas no mundo que não tem voz, é só um lembrete que acreditar que só vale falar algo se você for o mais ouvido, que a internet é uma competição pelo primeiro lugar, que dizer coisas per se – e não o que é dito – é uma profissão em potencial, você está ignorando não só a estrutua da internet, a cauda longa, a consumergeneratedmedia e tantas outras buzzwords. Você está ignorando a regra básica de viver em sociedade que seu avô aprendeu na pré-escola: para cada duas orelhas do mundo, existe uma boca pra responder.Então esse éum lugar para dizer o que penso – e que creidto não estar sendo dito – para uma meia dúzia de primatas.Mas vêm com algumas regras, por que por exceção de amigos pessoais, não leio nenhum blog que o autor o defina como “sobre o que me vier a cabeça”. E limites ajudam a criatividade.
Cada post é sobre um assunto e o ponto tem que ser algo que você possa concordar ou discordar, mas que chegue a algum lugar. Se eu tiver outr assunto que isso fique pra outra discussão.
Os posts deverão ser relativamente curtos. Algo como 140 ou 200 palavras. O número exato ainda será definido.
Dessas x palavras uma será obrigatória. Vou adotar uma palavra para mim, de preferência uma complexa como “esdrúxulo” ou uma degenerativa porém educada como “cocô”, ou m verbo como “descascar”. Sugestões são bem vindas.
Os posts serão semanais. As vezes posso escrever um segundo na semana e esse pode ser bem mais simples, mas vou tentar escrever no mínimo um por semana
Nada de relinkar para reportagens. Gosto e leio de alguns blogs que fazem nada mais que repassar adiante notícias, mas não ouso achar que eu serei o primeiro a saber de uma coisa.
Cada post terá uma ilustração ou vídeo para os preguiçosos.
E paro por aqui ou lá se vai a minha regra número 2.